segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Kharina, como eu te entendo! Muitas vezes fica difícil mesmo segurar esse grito na garganta.


A introdução é para que entendam, quem não me conhece: um pouco de mim e o porquê da exposição, aparentemente tardia

por KHARINA NOGUEIRA


Moro em Cuiabá, desde 1987, quando vim de Belo Horizonte- M.G., cidade em que nasci e onde minha família por parte de pai- Darcy Nogueira do Pinho-in memorian- são fundadores. Em 1996, quando ele faleceu com insuficiência renal, lembro que dias antes me disse: "Filha gostaria de ter te ensinado mais, pois não gostaria que a Vida de forma fria lhe desse nenhum golpe." Parecia até que sabia que 10 anos após eu passaria por um liquidificador e triturador de uma só vez. O destino nos trouxe aqui na época a convite do atual Governador, mas meu pai envelheceu 20 anos em 4. Quando acabou àquele governo e sua ocupação em cargos de confiança indo de subsecretário de transporte à presidente geral do antigo Dermat, eu escutei um dia ele dizer a minha mãe: _Elenice eu não sirvo para isso, só adoeci e envelheci, a política é suja, cheias de artimanhas, etc.."

Então, decidiu abrir a primeira Granja de ovos em Mato Grosso, na época. Constantemente, íamos à Rondonópolis onde a família da minha mãe mora e também são uns dos fundadores daquela cidade. Minha mãe continuou tocando a sua Boutique e eu sempre junto a ela, mesmo na ausência dele para manter a nossa família, já que somos quatro filhos e eu ajudando-a nos custos dos estudos deles até formá-los. Tive, apenas, 4 longos namoros sérios até conhecer essa pessoa a qual namorei, morei e formalizamos a união, o que durou o total de 6 anos.

Até então eu convivia normalmente na nossa sociedade sem distinguir e sequer me preocupar quem era quem- na questão essência, porque foram pessoas que sempre fizeram parte dos lugares que freqüentava. Até que um dia, recém terminada de um longo relacionamento, o qual sou amiga dele e da sua esposa até hoje, conheci a peça rara. Na época eu trabalhava no Jornal Folha do Estado e estávamos em um estabelecimento, acompanhava uma equipe, amigos e o falecido Sávio Brandão.

Eis que um colunista nos apresentou em uma roda, onde outras pessoas conhecidas estavam e ali tudo começou. Esse tipo de homem é possível encontrar em qualquer lugar, por mais selecionado que seja o lugar. Tanto podem ser homens como mulheres, jovens ou maduros. As características básicas são o desejo de usar os outros para atingir seus objetivos e daquele dia em diante eu fiz parte dos seus interesses e de quem mais estava por trás dele. Não sou a única a ter sido vítima de um sistema na face da Terra, mas desconheço aqui em nossa Capital, qualquer história semelhante e tão enigmática. Pode até existir, mas dificilmente alguém se expõe por temer retaliações. A inocência da minha criação, do meio que eu vivia, dos meus hábitos foi minha por ignorar que debaixo da capa de cordeiro se escondia um homem perigoso do qual eu jamais deveria ter me aproximado. Mas, como eu não me aproximaria se as pessoas que depois caíram com suas máscaras avalizavam àquele homem. Sustentavam suas mentiras que ele contava e diziam até provar que era verdade, porque na verdade eram todos da mesma facção, mas na época eu tinha maldade para tanto?! Fui criada embasada em parâmetros normais, aquele mundo até então era o meu mundo e ele precisava de alguém para se infiltrar, sem que levantasse suspeitas.

“Vale a pena desconfiar de homens ou mulheres particularmente envolventes, que captam detalhes da realidade que passariam despercebidos à maioria das pessoas. Eles costumam perceber, com grande facilidade, os pontos fracos daqueles que estão em sua mira; têm um faro especial para descobrir o que agrada aos que lhes interessam assim como o que fazer para se tornarem, eles mesmos, agradáveis.”

Um dos cuidados desse homem, 10 anos mais velho do que eu, foi afastar de mim, meus amigos inteligentes e experientes. Primeira imposição dele na época: “Não quero você no Jornal de Sávio Brandão, porque quero que tenha mais tempo a mim, volte para a Loja da sua mãe. Mas, na verdade ele não gostava do Sávio Brandão e como muitos, ele alimentava uma inveja a qual sempre que podia externava.

Eu digo para ajudar outras pessoas também que é difícil discernir um(a) psicopata de uma pessoa equilibrada. Sim, não é fácil, sobretudo se você for uma pessoa tão bem amada e criada como eu fui.

No Brasil a questão psicopatia é banalizada e não tratada nem em hemisfério jurídico como devido. Detentos loucos são tratados da mesma forma que um psicopata, não havendo interesse nenhum dos nossos Governantes na questão, pois acredito serem quase todos ótimos psicopatas. Mas, se acaso esse sujeito hoje vier com qualquer gracinha a mais do que todas que já passo, ele e muitas outras pessoas sabem de mim o suficiente para saber que não estou mentindo e tão pouco abaixei a cabeça perante todas as ameaças, então não estou motivada a nenhum sentimento, fora ajudar tantas outras pessoas que passam, ou podem passar pelo mesmo filme que o meu. Mesmo desistindo da minha ação de separação há mais de um ano atrás onde discutíamos os meus direitos, sei o que me levou a tal atitude. Perguntaram-me seu eu tenho provas do que escrevo e do que poderei escrever. Provas?! Quais?! Do desvio do seu caráter?! Ou das ilicitudes dele?! Ou do passado dele nada explicável?! Gente existe nos autos provas e mais provas que ele nunca conseguiu contestar, só aí já acho que dá um bom caldo. Tipo, agiotagem. Até onde eu sei é crime financeiro. Agora, como no nosso Brasil os bandidos viram mocinhos e os que fazem papéis sérios são criticados pelos poderosos, não é de se duvidar mais nada. Eu esperei 2 anos cuidando do meu íntimo, depois fiquei 2 anos dedicada a tentar amenizar os prejuízos causados e somente hoje, com muita tranqüilidade e paz decidi que não concordo viver em um Estado cheio de impunidades. Eu não! Mas, mesmo sabendo que sou uma minoria e o que prevalece é a hipocrisia e a demagogia da nossa gente, nada mais me assusta. Nem por isso, fechei meu coração, ao contrário. Só não me saboto emocionalmente depois dessa escola, faculdade, mestrado, doutorado e MBA. Se ele usa o dinheiro para fazer-se respeitar, eu uso apenas a minha existência, minha proteção divina e considero valiosas, pois posso dividir com vocês! Fiquem tranqüilos, porque estou preparada para qualquer reação, ou omissão. Para uma bebê que nasceu desenganada, com dias contados, ter vivido até hoje já foi um milagre imensurável.


KHARINA NOGUEIRA é colunista social e relações públicas em Cuiabá

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Desrespeito ou DESPRESTÍGIO???


Hoje a A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso foi SURPREENDIDA com a suspensão do expediente externo nas Escrivanias das Varas Judiciais da Justiça Estadual. Conforme a própria OABMT reconhece em seu site oficial (www.oabmt.org.br) a determinação da Diretoria do Foro não foi encaminhada para a Direção da OAB/MT para que pudesse informar aos advogados com antecedência.
Com isso os advogados que militam na Comarca de Cuiabá estão pagando o preço do DESPRESTÍGIO que a OABMT enfrenta, não só perante sua classe, como no Judiciário e sociedade.
A Direção da Ordem foi informada da suspensão do expediente pelos próprios advogados que compareceram ao Fórum nesta tarde.

Ao saírem correndo atrás do "prejuízo" o presidente da OAB/MT, Cláudio Stábile Ribeiro, e o vice-presidente Maurício Aude, apenas receberam a informação da existência da Portaria nº 24/2010/DAFC, assinado pela juíza Maria Aparecida Ferreira Fago, normatizando a suspensão.
O presidente da OAB/MT, Cláudio Stábile, disse que "é de fundamental importância que a informação seja antecipada à Ordem para que haja maior divulgação aos advogados e, principalmente, em respeito aos profissionais que moram no interior do Estado e, porventura, tenha de se deslocar para a capital". E ele esta certo!
Mas, talvez se os dirigentes da OABMT parassem de se ater com questões que nada engrandecem a advocacia, como por exemplo vingança pessoal e perseguição política, e se preocupassem mais em representar efetivamente os interesses de TODA a categoria, estariam sendo MAIS RESPEITADOS E MENOS DESPRESTIGIADOS!!!

sábado, 20 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Desabafo - Rolando Boldrin - Rui Barbosa

A OAB não é mais aquela




KLEBER LIMA


Os bastidores da OAB de Mato Grosso andam agitados ultimamente. O motivo não é nenhuma nova mobilização em torno de temas de interesse público, tais como bandeiras já empunhadas pela entidade em glorioso passado, como a campanha do Petróleo é Nosso, pela educação pública gratuita e de qualidade, tampouco a luta pela redemocratização do país, que eclodiu com as Diretas Já.
Nada mais se fala no interesse corporativo da categoria dos advogados, como defesa das prerrogativas, formação e qualificação profissional, acesso ao mercado de trabalho aos jovens advogados. E muito menos algo a ver com as questões atinentes ao direito propriamente dito.
Ao que tudo indica, discussões sobre os recentes escândalos envolvendo o Poder Judiciário e uma grande parte dos nossos magistrados já caíram no esquecimento do atual Conselho Estadual da OAB. A pauta principal da entidade, agora, sob a nova direção, data maxima venia e salvo melhor juízo, é perseguir opositores e adversários na política classista, negando-lhes até mesmo acesso às dependências da sede da seccional, quando não impedindo-os de se manifestar nas reuniões do conselho. Mesmo quando são parte diretamente interessada na pauta.
Ao menos é o que me informam alguns amigos advogados, especialmente alguns dos que participaram de uma reunião havida na semana passada, na qual o Conselho se reuniu para negar a cessão de uso do auditório da seccional para a Associação dos Advogados Trabalhistas sob a alegação, pasme, de que sua respectiva presidente faz críticas ao atual conselho. Lê-se isso textualmente num libelo mal-traçado pelo relator do caso. Amigos do próprio conselho, embora tentem explicar que há outras questões envolvidas, acabaram confirmando o caso.
Na verdade, a OAB parece ter perdido a referência de política classista e também sua capacidade de perceber os tão decantados anseios da sociedade civil organizada. Torna-se incapaz de intervir nos processos políticos reais da sociedade, amesquinha-se, despolitiza-se, e perde até sua dimensão corporativa, quando, movida ou pelo ódio ou pelo revanchismo, passa a tratar advogados militantes e em pleno gozo de suas prerrogativas profissionais como inimigos a serem combatidos até a morte.
Chega a ser uma violência e extrema covardia o que fazem membros majoritários da seccional contra uma advogada, mulher, representante de um segmento importante da categoria, com alegações que parecem absurdas e extrapolam os limites da institucionalidade.
Na verdade, o conselho dá péssimo exemplo à categoria dos advogados e, por extensão, à sociedade, quando não consegue exercer a democracia interna. Essa metamorfose da OAB em igrejinha de poucos adeptos deixa a sociedade órfã de uma das suas principais guardiãs das liberdades democráticas, da cidadania e do Estado Democrático de Direito.
Ad Argumentandum Tandum Que autoridade moral ou legitimidade terá a OAB para intervir nos assuntos da cidadania se mal consegue tratar suas próprias diferenças internas sem transformá-las em mazelas autoritárias?
Há tempo, senhores e senhoras, todavia, para recuperarem o bom senso e a sensatez, e deixarem que questões de ordem pessoal e íntima de membros da categoria sejam resolvidas no âmbito privado das relações pessoais. Há tempo, sobretudo, para que a OAB recupere sua dignidade de entidade fundamental demais à sociedade para deixar-se perder na mediocridade das picuinhas pessoais. Basta se lembrarem que estão fazendo história, e se fazerem uma pergunta básica: como querem ser lembrados?



KLEBER LIMA é jornalista e consultor de marketing em Mato Grosso.
kleberlima@terra.com.br

BENEFÍCIO PARA OS ASSOCIADOS DA AATRAMAT


A AATRAMAT informa que seus associados terão um desconto de 50% na inscrição para a JORNADA NACIONAL SOBRE EXECUÇÃO NA JUSTIÇA DO TRABALHO, que acontecerá no período de 24 a 26 de novembro, em Cuiabá/MT, Hotel Deville.

Este evento é uma realização da ANAMATRA e tem o apoio da ABRAT - Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas.

Para o(a)s interessado(a)s as inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site www.anamatra.org.br.

Os Associados da AATRAMAT – Associação Mato-grossense dos Advogados Trabalhistas que forem efetuar inscrição deverão lançar no campo relativo ao seu valor, no boleto a ser emitido, o montante de R$ 100,00.

Os organizadores do evento farão a conferencia dessas inscrições através da relação de associados que lhes será enviada pela AATRAMAT.

Participe!!!