
A introdução é para que entendam, quem não me conhece: um pouco de mim e o porquê da exposição, aparentemente tardia
por KHARINA NOGUEIRA
Moro em Cuiabá, desde 1987, quando vim de Belo Horizonte- M.G., cidade em que nasci e onde minha família por parte de pai- Darcy Nogueira do Pinho-in memorian- são fundadores. Em 1996, quando ele faleceu com insuficiência renal, lembro que dias antes me disse: "Filha gostaria de ter te ensinado mais, pois não gostaria que a Vida de forma fria lhe desse nenhum golpe." Parecia até que sabia que 10 anos após eu passaria por um liquidificador e triturador de uma só vez. O destino nos trouxe aqui na época a convite do atual Governador, mas meu pai envelheceu 20 anos em 4. Quando acabou àquele governo e sua ocupação em cargos de confiança indo de subsecretário de transporte à presidente geral do antigo Dermat, eu escutei um dia ele dizer a minha mãe: _Elenice eu não sirvo para isso, só adoeci e envelheci, a política é suja, cheias de artimanhas, etc.."
Então, decidiu abrir a primeira Granja de ovos em Mato Grosso, na época. Constantemente, íamos à Rondonópolis onde a família da minha mãe mora e também são uns dos fundadores daquela cidade. Minha mãe continuou tocando a sua Boutique e eu sempre junto a ela, mesmo na ausência dele para manter a nossa família, já que somos quatro filhos e eu ajudando-a nos custos dos estudos deles até formá-los. Tive, apenas, 4 longos namoros sérios até conhecer essa pessoa a qual namorei, morei e formalizamos a união, o que durou o total de 6 anos.
Até então eu convivia normalmente na nossa sociedade sem distinguir e sequer me preocupar quem era quem- na questão essência, porque foram pessoas que sempre fizeram parte dos lugares que freqüentava. Até que um dia, recém terminada de um longo relacionamento, o qual sou amiga dele e da sua esposa até hoje, conheci a peça rara. Na época eu trabalhava no Jornal Folha do Estado e estávamos em um estabelecimento, acompanhava uma equipe, amigos e o falecido Sávio Brandão.
Eis que um colunista nos apresentou em uma roda, onde outras pessoas conhecidas estavam e ali tudo começou. Esse tipo de homem é possível encontrar em qualquer lugar, por mais selecionado que seja o lugar. Tanto podem ser homens como mulheres, jovens ou maduros. As características básicas são o desejo de usar os outros para atingir seus objetivos e daquele dia em diante eu fiz parte dos seus interesses e de quem mais estava por trás dele. Não sou a única a ter sido vítima de um sistema na face da Terra, mas desconheço aqui em nossa Capital, qualquer história semelhante e tão enigmática. Pode até existir, mas dificilmente alguém se expõe por temer retaliações. A inocência da minha criação, do meio que eu vivia, dos meus hábitos foi minha por ignorar que debaixo da capa de cordeiro se escondia um homem perigoso do qual eu jamais deveria ter me aproximado. Mas, como eu não me aproximaria se as pessoas que depois caíram com suas máscaras avalizavam àquele homem. Sustentavam suas mentiras que ele contava e diziam até provar que era verdade, porque na verdade eram todos da mesma facção, mas na época eu tinha maldade para tanto?! Fui criada embasada em parâmetros normais, aquele mundo até então era o meu mundo e ele precisava de alguém para se infiltrar, sem que levantasse suspeitas.
“Vale a pena desconfiar de homens ou mulheres particularmente envolventes, que captam detalhes da realidade que passariam despercebidos à maioria das pessoas. Eles costumam perceber, com grande facilidade, os pontos fracos daqueles que estão em sua mira; têm um faro especial para descobrir o que agrada aos que lhes interessam assim como o que fazer para se tornarem, eles mesmos, agradáveis.”
Um dos cuidados desse homem, 10 anos mais velho do que eu, foi afastar de mim, meus amigos inteligentes e experientes. Primeira imposição dele na época: “Não quero você no Jornal de Sávio Brandão, porque quero que tenha mais tempo a mim, volte para a Loja da sua mãe. Mas, na verdade ele não gostava do Sávio Brandão e como muitos, ele alimentava uma inveja a qual sempre que podia externava.
Eu digo para ajudar outras pessoas também que é difícil discernir um(a) psicopata de uma pessoa equilibrada. Sim, não é fácil, sobretudo se você for uma pessoa tão bem amada e criada como eu fui.
No Brasil a questão psicopatia é banalizada e não tratada nem em hemisfério jurídico como devido. Detentos loucos são tratados da mesma forma que um psicopata, não havendo interesse nenhum dos nossos Governantes na questão, pois acredito serem quase todos ótimos psicopatas. Mas, se acaso esse sujeito hoje vier com qualquer gracinha a mais do que todas que já passo, ele e muitas outras pessoas sabem de mim o suficiente para saber que não estou mentindo e tão pouco abaixei a cabeça perante todas as ameaças, então não estou motivada a nenhum sentimento, fora ajudar tantas outras pessoas que passam, ou podem passar pelo mesmo filme que o meu. Mesmo desistindo da minha ação de separação há mais de um ano atrás onde discutíamos os meus direitos, sei o que me levou a tal atitude. Perguntaram-me seu eu tenho provas do que escrevo e do que poderei escrever. Provas?! Quais?! Do desvio do seu caráter?! Ou das ilicitudes dele?! Ou do passado dele nada explicável?! Gente existe nos autos provas e mais provas que ele nunca conseguiu contestar, só aí já acho que dá um bom caldo. Tipo, agiotagem. Até onde eu sei é crime financeiro. Agora, como no nosso Brasil os bandidos viram mocinhos e os que fazem papéis sérios são criticados pelos poderosos, não é de se duvidar mais nada. Eu esperei 2 anos cuidando do meu íntimo, depois fiquei 2 anos dedicada a tentar amenizar os prejuízos causados e somente hoje, com muita tranqüilidade e paz decidi que não concordo viver em um Estado cheio de impunidades. Eu não! Mas, mesmo sabendo que sou uma minoria e o que prevalece é a hipocrisia e a demagogia da nossa gente, nada mais me assusta. Nem por isso, fechei meu coração, ao contrário. Só não me saboto emocionalmente depois dessa escola, faculdade, mestrado, doutorado e MBA. Se ele usa o dinheiro para fazer-se respeitar, eu uso apenas a minha existência, minha proteção divina e considero valiosas, pois posso dividir com vocês! Fiquem tranqüilos, porque estou preparada para qualquer reação, ou omissão. Para uma bebê que nasceu desenganada, com dias contados, ter vivido até hoje já foi um milagre imensurável.
KHARINA NOGUEIRA é colunista social e relações públicas em Cuiabá



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