quarta-feira, 30 de junho de 2010

Greve: OAB/MT atua em defesa do advogado e do interesse público






30/06/2010 16:21 - site www.oabmt.org.br


No próximo dia 3 de julho, os servidores do Poder Judiciário completam sessenta dias de greve, sem perspectiva de retornar ao trabalho, diante do impasse que se deu após inúmeras tentativas de negociação com o Tribunal de Justiça. Desde o início do movimento grevista, ciente de sua missão institucional de zelar pelos interesses dos advogados, bem como de atuar na defesa dos direitos dos cidadãos, a seccional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MT) adotou a postura de mediadora nas negociações, buscando, inclusive, solução para o conflito junto ao governo do Estado.

Foram quase dois meses de tentativas de se chegar a um consenso pelo diálogo. Contudo, a OAB não pode ficar esperando o fim de uma paralisação que avança pelo tempo, sem perspectiva de solução. Dois meses de Judiciário 100% parado acarretam riscos à própria sobrevivência do advogado, além de provocar inegável prejuízo à população, que tem negado o acesso à Justiça.

Neste sentido, em defesa da advocacia, os 33 Conselheiros Estaduais da OAB/MT, os três conselheiros federais, além dos cinco diretores da entidade, aprovaram, por unanimidade, a adoção de providências legais a fim de colocar fim ao movimento grevista.

Foram três medidas judiciais. A OAB/MT protocolou no Tribunal de Justiça uma Ação Cominatória de Obrigação de Fazer e de Não Fazer, com pedido de liminar, contra o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário. Na ação, a OAB/MT requer que o Sindicato seja obrigado a manter um mínimo de 60% de servidores atuando nas escrivanias, observando que as atividades a ser desempenhadas por eles não podem se restringir às tidas como medidas urgentes. Foi anexado à ação um Termo de Constatação decorrente de inspeção realizada no dia 24 de junho no Fórum de Cuiabá, quando conselheiros estaduais, federais e diretoria da OAB/MT encontraram quase a totalidade das escrivanias fechadas à chave, impedindo o acesso dos advogados e da população em geral.

A OAB/MT também protocolou no Tribunal de Justiça dois recursos de Agravo Regimental contra decisões liminares que consideraram legal o movimento grevista. Uma das liminares foi deferida pela juíza convocada pela Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça, Vandymara Galvão, na ação declaratória interposta pela Procuradoria Geral do Estado, que pedia o reconhecimento da ilegalidade da greve. A outra decisão favorável à greve foi proferida pelo desembargador Juracy Persiani, que deferiu pedido de liminar em mandado de segurança impetrado pelo Sindicato dos Servidores (Sinjusmat), suspendendo ato do presidente do TJMT, que determinava o corte de ponto dos servidores em greve.

Nesta terça-feira (29 de junho), a diretoria da OAB/MT se juntou à Defensoria Pública do Estado, à Procuradoria Geral do Estado e ao Ministério Público Estadual, para pedir ao Tribunal de Justiça que dê prioridade ao julgamento das ações que tratam da greve dos servidores.

A Ordem dos Advogados do Brasil entende que a greve é um direito constitucional dos servidores, mas também defende o direito constitucional da população de ter acesso ao serviço essencial prestado pelo Poder Judiciário.



Respeitando a opinião externada no site da OABMT, particularmente tenho outra visão sobre a crise do Judiciário Mato-grossense, a Greve dos servidores e a posição a ser tomada pela Casa das Liberdades Democráticas.

O pior cego não é aquele que não quer ver, mas aquele que finge que não vê por conveniência.

A diretoria da OABMT diz que decidiu propor três medidas judiciais visando o término da greve por estar "ciente de sua missão institucional de zelar pelos interesses dos advogados" e também porque é "direito constitucional da população de ter acesso ao serviço essencial prestado pelo Poder Judiciário". Para tanto alega que 100% do Judiciário está parado o que "acarreta riscos à própria sobrevivência do advogado, além de provocar inegável prejuízo à população, que tem negado o acesso à Justiça".

Primeiramente é bom que se esclareça, sob pena de pecarmos por sensacionalismo, que o Judiciário não está 100% parado. É lógico que o serviço que está sendo prestado é mínimo diante do todo, mas a paralisação não equivale à totalidade, sendo, contudo, indiscutível que mesmo assim o "prejuízo" existe.

Mesmo assim, no contexto, temos que refletir e ganhar a coragem de enfrentar o "verdadeiro prejuízo". Será que a população acha mais grave e se sente mais prejudicada com a greve dos servidores ou com a venda de sentenças? Na realidade quando é que se nega o acesso à Justiça? Quando não temos a totalidade dos servidores laborando ou quando há a insegurança jurídica para aquele que não possui dinheiro para pagar por uma decisão para garantir um direito líquido e certo?

Precisamos de medidas judiciais para abrir a caixa preta do Judiciário Estadual. O dinheiro do Funajuris, da folha de pagamento, das despesas do Tribunal, é público e seus verdadeiros donos têm o direito de ter acesso a todas as informações. A transparência é imprescindível e até o momento não a vimos.

Quem são os envolvidos no esquema de distribuição de recursos, incluindo advogados? Qual ação foi proposta para que essas informações sejam prestadas?
Apenas alguns advogados foram suspensos pela OABMT. Porque os demais não o foram? Temos advogado afastado até de sua atuação no TER, mas que continua sem qualquer objeção para advogar. Isso está correto? É isso que a sociedade deseja? Cerca de três anos atrás a OABMT realizou uma pesquisa entre os advogados; dentre as perguntas questionou-se qual o maior problema enfrentado pelos advogados no exercício da profissão, e qual o maior problema do Judiciário. A resposta maciça? O tráfico de influência!

E é esse tráfico de influência que acaba com qualquer possibilidade de: acesso à Justiça; de trabalho para o jovem advogado; dificuldade para o advogado que não faz parte da maracutaia garantir seu “ganha pão”, além de interferir na obtenção de clientela, pois essa já conhece o "caminho do ouro".

Se queremos um Judiciário "passado a limpo" temos que deixar de que deixar de demagogia e a ter coragem de enfrentar o que tem que ser enfrentado. O que não pode acontecer é que por falta de coragem para lutar com o leão, encha-se o peito para bradar contra o gatinho. Isso torna- se ridículo e não resolverá o problema, que é macro.

E os advogados? O que realmente eles querem? Um Judiciário equânime, impessoal, transparente, ou essa lama? Uma escrivania com 60%/100% de servidores que irão prestar um péssimo atendimento, que não irão dar andamento célere aos processos, e os prazos correndo processos, ou uma escrivania eficiente com pessoas trabalhando satisfeitas porque tiveram seu direito constitucional garantido e pago? Será que existe a ilusão de que se esses servidores voltarem aos seus postos por ordem judicial eles irão prestar o serviço que almejamos? Desculpem-me os que pensam que sim, mas seria muita ingenuidade.

Louvável o Termo de Constatação decorrente de inspeção feita pela OABMT no Fórum da Capital para levantamento dos serviços que estão sendo prestados pelos servidores. Mas gostaria também de ler a notícia de que a OABMT fez um Termo de Constatação decorrente de inspeção feita no TJMT, especialmente relativo à prestação jurisdicional e à dinheirama que entra e sai, e que muitas vezes entra e sai por onde e para onde não deveria.

O que temos que fazer não é brigar com o "gatinho", mas enfrentar o leão e se preciso for ingressar com quantas medidas judiciais forem necessárias para que ele pague o que deve! Com isso a greve, o problema dos advogados e da população estarão em parte resolvidos. E se o leão reconhecer sua insolvência, vamos também ingressar com medidas judiciais para ter acesso aos números, não nos vinculando apenas às palavras, vez que estas hoje em dia se desfazem facilmente.

" Serra ou Dilma? A Escolha de Sofia."


" Serra ou Dilma? A Escolha de Sofia."

(por Rodrigo Constantino*)

Tudo que é preciso para o triunfo do mal é que as pessoas de bem
nada façam
(Edmund Burke)



Agora praticamente é oficial: José Serra e Dilma Rousseff são as duas opções viáveis nas próximas eleições. Em quem votar? Esse é um artigo que eu não gostaria de ter que escrever, mas me sinto na obrigação de fazê-lo.

Os antigos atenienses tinham razão ao dizerem que assumir qualquer lado é melhor do que não assumir nenhum?

Mas existem momentos tão delicados e extremos, onde o que resta das liberdades individuais está pendurado por um fio, que talvez essa postura idealista e de longo prazo não seja razoável. Será que não valeria a pena ter fechado o nariz e eliminado o Partido dos Trabalhadores Nacional - Socialista em 1933 na Alemanha, antes que Hitler pudesse chegar ao poder? Será que o fim de eliminar Hugo Chávez justificaria o meio deplorável de eleger um candidato horrível, mas menos louco e autoritário? São questões filosóficas complexas. Confesso ficar angustiado quando penso nisso.

Voltando à realidade brasileira, temos um verdadeiro monopólio da esquerda na política nacional. PT e PSDB cada vez mais se parecem. Mas existem algumas diferenças importantes também. O PT tem mais ranço ideológico, mais sede pelo poder absoluto, mais disposição para adotar quaisquer meios os mais abjetos para tal meta. O PSDB parece ter mais limites éticos quanto a isso O PT associou-se aos mais nefastos ditadores, defende abertamente grupos terroristas, carrega em seu âmago o DNA socialista. O PSDB não chega a tanto.

Além disso, há um fator relevante de curto prazo: o governo Lula aparelhou a máquina estatal toda, desde os três poderes, passando pelo Itamaraty, STF, Polícia Federal, as ONGs, as estatais, as agências reguladoras, tudo! O projeto de poder do PT é aquele seguido por Chávez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador, enfim, todos os comparsas do Foro de São Paulo. Se o avanço rumo ao socialismo não foi maior no Brasil, isso se deve aos freios institucionais, mais sólidos aqui, e não ao desejo do próprio governo. A simbiose entre Estado e governo na gestão Lula foi enorme. O estrago será duradouro. Mas quanto antes for abortado, melhor será: haverá menos sofrimento no processo de ajuste.

Justamente por isso acredito que os liberais devem olhar para este aspecto fundamental, e ignorar um pouco as semelhanças entre Serra e Dilma. Uma continuação da gestão petista através de Dilma é um tiro certo rumo ao pior. Dilma é tão autoritária ou mais que Serra, com o agravante de ter sido uma terrorista na juventude comunista, lutando não contra a ditadura, mas sim por outra ainda pior, aquela existente em Cuba ainda hoje. Ela nunca se arrependeu de seu passado vergonhoso; pelo contrário, sente orgulho. Seu grupo Colina planejou diversos assaltos. Como anular o voto sabendo que esta senhora poderá ser nossa próxima presidente?! Como virar a cara sabendo que isso pode significar passos mais acelerados em direção ao socialismo bolivariano?

Entendo que para os defensores da liberdade individual, escolher entre Dilma e Serra é como uma escolha de Sofia.Anular o voto, desta vez, pode significar o triunfo definitivo do mal. Em vez de soco na cara ou no estômago, podemos acabar com um tiro na nuca.

Dito isso, assumo que votarei em Serra, Meu voto é anti-PT acima de qualquer coisa. Meu voto é contra o Lula, contra o Chávez, que já declarou abertamente apoio a Dilma. Meu voto não é a favor de Serra. E, no dia seguinte da eleição, já serei um crítico tão duro ao governo Serra como sou hoje ao governo Lula. Mas, antes é preciso retirar a corja que está no poder. Antes é preciso desarmar a quadrilha que tomou conta de Brasília. Só o desaparelhamento de petistas do Estado já seria um ganho para a liberdade, ainda que momentâneo.

Respeito meus colegas liberais que discordam de mim e pretendem anular o voto. Mas espero ter sido convicente de que o momento pede um pacto temporário com a barbárie, como única chance de salvar o que resta da civilização - o que não é muito, mas é o que hoje devemos e podemos fazer!



* Rodrigo Constantino, economista, autor de 5 livros. Escreve a coluna "Eu e
Investimentos" do jornal Valor Econômico. É também colunista do
jornal O Globo. Membro-fundador do Instituto Millenium. Vencedor do
prêmio Libertas em 2009, no XII Forum da Liberdade.

O simples encerramento da greve não colocará fim a questão, sendo que os problemas para os advogados podem até mesmo se agravar


Não somos contra os pleitos dos servidores, ao contrário. Entendemos que os servidores devem lutar sim por um direito que lhes é garantido constitucionalmente. Não devemos aceitar que o TJMT coloque sua obrigação nas mãos dos advogados e da OAB. Compete a ele resolver esse problema, e arcar com suas obrigações. Não podemos aceitar que os servidores paguem uma conta que não é deles e que os advogados, como usuários principais dos serviços jurisdicionais, sejam penalizados com uma prestação de serviço por profissionais insatisfeitos e sem qualidade.
O simples encerramento da greve não colocará fim a questão, sendo que os problemas para os advogados podem até mesmo se agravar. A cobrança da OAB deve recair sobre o TJMT, que já tem nos envergonhado em demasia; tem se negado a prestar informações efetivas sobre a problemática; e sequer esclareceu para a sociedade as interrogações existentes sobre o Funajuris, por exemplo.
Não temos servidores suficientes, os que existem não recebem a qualificação necessária pelo TJMT. Os atuais servidores estaduais do Judiciário recebem salários baixos, e em contrapartida vemos os desmandos do dinheiro rolando na conta de muitos magistrados e desembargadores.
É importante que a OABMT convoque uma Assembléia Geral, onde todos tenham direito a voz e não somente os condutores dos trabalhos. Para este encontro deverão comparecer advogados, servidores, magistrados, desembargadores, defensoria pública, ministério público, e todas as demais ramificações da sociedade que tenham interesse efetivo na solução deste caos. Mas nada de encenação, de “puxa-saquismo” ou de demagogia. Devemos ir verdadeiramente com vontade de resolver o problema. Não nos adianta mais querer “tapar o sol com a peneira”.
As decisões devem ser tomadas com base na democracia, que é a nossa lei maior. O tempo da ditadura felizmente passou.
Se os advogados querem um Judiciário passado a limpo devem colaborar para que isso ocorra, e a OAB tem o dever de agir. Transparência Já!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

COVARDE !!!!!


Hoje pela manhã (28.06), no Cisc da cidade de Pontes e Lacerda-MT, a repórter Marcia Pache foi agredida pelo vereador Kirrarinha (DEM) após ele prestar depoimento no inquérito onde foi denunciado pela prática de esbulho possessório e denunciação caluniosa.
O covarde praticou o ato na frente do Delegado Regional Algacir que registrou BO classificando o crime como "lesão corporal" e "injúria real" , estando o vereador em liberdade.
A Câmara Municipal e o partido do vereador agressor não podem ficar inertes diante deste fato grave
Que a população do município fique atenta e jamais vote novamente em um candidato que bate em mulher. Se ele teve a coragem de fazer isso na frente de um delegado, da imprensa, imagina o que ele não faz as escondidas?




sexta-feira, 25 de junho de 2010

Se Argus resolver falar ...


Não bastasse todo passado, Dilma continua escrevendo um presente tortuoso e mostra de forma cada vez mais contundente que não tem ética. Ao lançar sua biografia no DILMANAWEB, ela utilizou uma montagem com fotos da atriz Norma Bengell numa passeata. A intenção da montagem juntamente com o texto é fazer crer aos incautos, que Dilma participou de movimentos de protesto pela liberdade de expressão.

A farsa, todavia, foi rapidamente descoberta e Dilma foi desmascarada, pois a foto de Norma Bengell no protesto com outras atrizes, é famosa. Enquanto aquelas atrizes protestavam pela liberdade de expressão, Dilma militava na esquerda revolucionária armada que desejadva impor ao Brasil uma ditadura comunista financiada por Cuba. A exemplo de Cuba, União Soviética e China, a palavra liberdade seria riscada dos dicionários e protestos como o de Norma Bengell e outras atrizes seriam reprimidos com violência, cadeia e desaparecidos.


(*) Argus é o nome de um monstro da mitologia grega que tinha cem olhos e, obviamente, via tudo.

Acredito que são os homens que corrompem o poder e não o poder aos homens.



por José Serra


Quem justifica deslizes morais dizendo que está fazendo o mesmo que outros fizeram, ou que foi levado a isso pelas circunstâncias, deve merecer o repúdio da sociedade. São os neo-corruptos.

Para mim está claro que honestidade não é programa de governo, mas sim uma obrigação de quem está na vida pública e lida com o dinheiro dos contribuintes. Sem contar as receitas das empresas públicas, os governos no Brasil arrecadaram 500 bilhões de reais até o início de junho. No mesmo momento, o governo federal anunciava cortes nos gastos de Saúde e Educação e desacelerava as obras da transposição do São Francisco em Pernambuco e na Paraíba, gerando desemprego. Isso mostra simplesmente que o dinheiro público está sendo mal gasto.

Meus amigos e minhas amigas, gente de todo o Brasil que nos acompanha neste momento. Vamos falar claro:

Não tenho esquemas, não tenho máquinas oficiais, não tenho patotas corporativas, não tenho padrinhos, não tenho esquadrões de militantes pagos com dinheiro público. Tenho apenas a minha história de vida, minha biografia e minhas idéias. E o apoio de vocês que me conhecem e compartilham minhas crenças.

“Material Girl” em família



A cantora Madona está lançando, com a filha mais velha, Lourdes Maria, de 13 anos, uma coleção de moda. Hoje os primeiros croquis foram divulgados por uma revista americana, e remetem aos anos 80. A grife tem o nome de um dos maiores sucessos da diva, “Material Girl”, e as peças estarão disponíveis para os consumidores a partir do dia 3 de agosto.
A rede americana Macy’s terá exclusividade para a venda da linha que terá preço a partir de US$ 12. Além de roupas a grife também irá comercializar bijouterias e outros acessórios . Para aqueles que não tenham a de disponibilidade de comparecer em uma das 200 lojas da Macy’s, nos Estados Unidos, fica a opção de fazer pedidos pela internet.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

AATRAMAT cobra posição da OAB-MT com relação a Resolução Administrativa do TRT



A Associação dos Advogados Trabalhistas de Mato Grosso - AATRAMAT oficializou a OAB-MT (24.06) solicitando providência, inclusive judicial se preciso for, objetivando a nulidade da Resolução Administrativa 038/2010 do TRT da 23ª Região que fixa penalidade aos advogados que fizerem carga rápida de processos e não os devolver no prazo fixado.
Segundo a AATRAMAT o maior problema está no § 1º, do art. 1º, da RA. Por ele, o advogado que não estiver constituído nos autos e não devolver o processo no mesmo dia da realização da sua retirada da Secretaria, não poderá fazer nova carga no prazo de 06 (seis) meses.
"De acordo com o Estatuto da Advocacia e da OAB, que é uma lei federal, somente a OAB pode punir o advogado ou estagiário inscrito na entidade em razão de falta ética ou disciplinar no exercício da profissão", disse Luciana Serafim presidente da Associação.
Nessa linha, o TRT da 23ª Região não teria competência para aplicar a penalidade prevista na referida Resolução Administrativa.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Alexandre Furlan é o único candidato de Mato Grosso à vaga do TST


Em decorrência da aposentadoria do Ministro José Simpliciano Fontes de Faria Fernandes foi aberta, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), uma vaga para o quinto constitucional destinada aos integrantes da advocacia. O advogado Alexandre Furlan é o único representante de Mato Grosso dentre os concorrentes. O prazo para inscrição findou na data de ontem (22.06).

Confira a lista dos inscritos:

Aderaldo de Morais Leite, 53 anos (OAB/DF 8.129)
Adriano Costa Avelino, 37 anos (OAB/AL 4.415)
Alexander Artur Ulbricht, 36 anos (OAB/SC 12.265)
Alexandre Herculano Coelho de Souza Furlan (OAB/MT 3.494)
André de Carvalho Pagnoncelli, 35 anos (OAB/MS 7.587)
Antonio Escoteguy Castro, 51 anos (OAB/RS 14.433)
Antonio Martins dos Santos, 59 anos (OAB/RS 10.492)
Delaíde Alves Miranda Arantes, 58 anos (OAB/GO 5.094)
Francisco de Assis Almeida e Silva, 59 anos (OAB/PB 9.276)
João Bráulio Faria de Vilhena, 43 anos (OAB/MG 55.446)
José Leonardo Bopp Meister, 47 anos (OAB/RS 19.614)
José Mário Porto Júnior, 51 anos (OAB/PB 3.045)
José Milton Soares Bittencourt (OAB/MG 21.149)
Luís Carlos Moro, 43 anos (OAB/SP 109.315)
Luiz Gomes, 46 anos (OAB/RN 3.417)
Marco Aurélio Aguiar Barreto, 50 anos (OAB/BA 8.755)
Maria Clara Sampaio Leite, 52 anos (OAB/DF 4.019)
Mário Müller de Oliveira, 50 anos (OAB/SC 4.663)
Marthius Sávio Cavalcante Lobato, 46 anos (OAB/SP 122.733)
Othoniel Furtado Gueiros Neto, 40 anos (OAB/PE 14.895)
Sandro Pinheiro de Campos, 40 anos (OAB/PR 26.295)
Sebastião Antunes Furtado, 49 anos (OAB/PR 20.369)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Medicina Legal



O Pleno do Conselho Federal da OAB, nesta data (22.06), discutiu sobre a edição de resolução recomendatória para inclusão da disciplina de medicina legal, como obrigatória, na grade curricular dos cursos de direto. Alguns conselheiros ressaltaram que não há como um advogado criminal não conhecer a medicina legal. Outros, como representantes do Paraná, entendem que deve ser uma matéria opcional para aqueles alunos que irão atuar profissionalmente em áreas do direito que utilizem efetivamente desses ensinamentos, como a criminal. O relator, conselheiro federal Paulo Medina, pontuou sobre a importância da disciplina nos cursos de graduação em Direito e que a Comissão de Ensino Jurídico da OAB deve fazer um trabalho de convencimento com os dirigentes das instituições de ensino jurídico para sua inclusão na grade curricular. O relator pontuou, ainda, que infelizmente, no Conselho Nacional de Educação não há um representante do curso de direito, cuja inclusão deve ser almejada, justamente para esclarecimentos sobre as várias necessidades do Curso de Direito.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Vamos incentivar o esporte, Prefeitura de Cuiabá!


É inadmissível que a Prefeitura de Cuiabá se atenha apenas em cobrar impostos enquanto os serviços que presta são tão precários como a tabela de basquete da quadra de esporte localizada na Praça Popular. Não é possível que um benefício cujo custo é baixo seja tão desprezado pelo prefeito e secretario municipal da pasta. Jovens e crianças que freqüentam a praça buscando laser e a prática de esporte ficam frustrados quando se deparam com as condições do local.
Se a situação é tão precária assim numa região freqüentada pela classe média/alta de Cuiabá-MT, imagina na periferia?
Pelo jeito a propalada intervenção deverá ser mais ampla do que se imagina.

Mais uma 'bola fora' de Carlos Bezerra



O deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), por falta de idéia para propostas que venham a beneficiar a população de Mato Grosso, está propondo através do projeto de lei nº 2008/07 a inclusão do estagiário de Direito nos quadros sociais das sociedades de advogados.
Ao analisar a questão hoje(21.06) o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) rechaçou, por unanimidade, o projeto entendê-lo "inoportuno e inadequado". Segundo parecer do relator, conselheiro federal Walter Carlos Seyfferth (SC), o projeto "contraria, em váriosNegrito momentos, todo o ordenamento jurídico atinente à profissão do advogado".
Como nos parece que o ilustre deputado "está fraco das idéias" convocamos a população estadual para elaborar uma listinha com as vastas necessidades de Mato Grosso (que normalmente somente são lembradas no palanque eleitoral), para remetê-la ao gabinete do nosso representante na Câmara Federal. Quem sabe assim ele venha a se ocupar com o que é verdadeiramente de interesse social.
Afinal, besteira pouca é bobagem!

Eleições na UNEMAT




O vuco-vuco se instalou na cidade de Cáceres e em todo estado de Mato Grosso. Isso em razão do apoio lançado pelo presidente da OAB-MT ao candidato a reitoria Adriano Silva, na sexta-feira passada (19). Docentes e discentes estão pondo a boca no trombone e se dizem horrorizados com a atitude do presidente da Ordem Seccional ao percorrer sala por sala para pedir voto para este candidato, ao argumento de que ele é o único advogado entre os todos que estão pleiteando o cargo. Claudio Stábile disse que aposta na integridade do candidato, por já ter sido seu aluno e relembra que Adriano participou de sua campanha e gestão na OAB. "Ele fez parte da nossa chapa, que saiu vitoriosa, nas eleições da OAB". Além do apoio de Stábile, a candidatura de Adriano também é defendida pelo deputado federal Pedro Henry (PP) e do atual reitor da Unemat, Taisir Karim, que ocupa o cargo há oito anos.
Também concorrem à reitoria o atual vice-reitor Elias Renato da Silva, e a professora Edna Luzia de Almeida Sampaio que, por sua vez, tem apoio do deputado federal Carlos Abicalil.
Nada contra o nobre causídico Adriano Silva, ao contrário.
Entretanto, com tantas mazelas que temos enfrentado no Judiciário Estadual e a greve que se arrasta por mais de 50 dias, alegam que a OAB-MT deveria estar gastando suas energias para tratar de temas que realmente sejam de interesse dos advogados.
Além disso, a comunidade da UNEMAT diz que a Ordem dos Advogados deveria estar cumprindo seu papel como integrante da CPI instalada para apurar as irregularidades na Universidade Estadual. "A OAB contribuiria muito mais com o povo do Mato Grosso exigindo a verdade dos fatos do que tentando influenciar em questões internas", afirmou o professor Dr. Denizalde Pereira, da UNEMAT de Sinop/MT.
Esta sendo questionado também o fato de o presidente da OAB de Cáceres, sua diretoria, e membros, não terem feito qualquer manifestação de apoio a quem quer que seja. Para muitos a atitude de Stábile atropela até mesmo a decisão local. "É uma falta de respeito", disse fonte deste blog que pediu para não ser identificada.
Mas o ponto alto de ataque ao apoio de Stábile é seu argumento: prof. Adriano é advogado e nos apoiou nas eleições. Para uma entidade que diz lutar pela qualidade do ensino jurídico no Estado deveria estar levantando, pelo menos, a titulação, experiência acadêmica e administrativa de seu candidato. Infelizmente, Adriano Silva não foi lembrado por essas qualidades, limitando a OAB-MT a fatos corporativos e eleitorais.

sábado, 19 de junho de 2010

VAMOS LÁ BRASILLLLL !!!!!!!!


O MELHOR AMENDOIM DO BRASIL!!!!

CHAME O REI
ESSE É CAMPEÃO




Entrevista: José Serra



"Ouvir, argumentar, decidir"

por Eurípedes Alcântara e Fábio Portela


Nenhum outro político brasileiro tem no currículo uma vida pública como a de José Serra, 68 anos, candidato do PSDB à sucessão de Lula. Jovem, presidia a União Nacional dos Estudantes (UNE) quando veio o golpe de 64, que o levou ao exílio, expatriação que duraria até 1978. De volta ao Brasil com diploma de economia no bolso, foi secretário do Planejamento, deputado constituinte, senador, ministro do Planejamento e da Saúde, prefeito e governador. Sobre Dilma Rousseff, ele diz: "Hoje me choca ver gente que sofreu sob a ditadura no Brasil cortejando ditadores que querem a bomba atômica, que encarceram, torturam e matam adversários políticos, fraudam eleições, perseguem a imprensa livre, manipulam e intervêm no Legislativo e no Judiciário. Isso é incompatível com a crença na democracia e o respeito aos direitos humanos".


O senhor já enfrentou todo tipo de adversário em eleições, mas, desta vez, a se fiar nas palavras do presidente Lula, vai concorrer com um "vazio na cédula", preenchido com o nome de Dilma Rousseff. Afinal, quem é seu adversário nesta eleição?
Só tenho a certeza de que não vai ser Lula, cujo mandato termina no próximo dia 31 de dezembro. Adversários são todos os demais candidatos à Presidência da República. Por trás dos nomes na tela da urna eletrônica há a história, as propostas e a credibilidade de cada um. Minha obrigação é me apresentar aos brasileiros sem subestimar nem superestimar os demais. Deixemos que os eleitores julguem. É muito bom que os candidatos sejam diferentes entre si e também em relação aos presidentes que já deram sua contribuição ao Brasil. A beleza da vida está justamente em cada um ter seus próprios atributos.


Depois que os repórteres da sucursal de VEJA em Brasília desvendaram uma tentativa de aloprados do PT de, uma vez mais, montar uma central de bisbilhotagem de adversários, as operações foram desautorizadas pela cúpula da campanha. O senhor responsabiliza a candidata Dilma Rousseff diretamente pelas malfeitorias ali planejadas?
Só cabe lamentar e repudiar as tentativas de difusão de mentiras, de espionagem, às vezes usando dinheiro público, às vezes usando dinheiro de origem desconhecida, como em 2006. São ofensas graves e crimes que ferem até mesmo direitos básicos assegurados pela Constituição brasileira. Isso não é honesto com o eleitor. É coisa de gente que rejeita a democracia. A candidata disse que não aprova esse tipo de atitude, mas não a repudiou, não pediu desculpas públicas nem afastou exemplarmente os responsáveis. Essa reação tímida e a tentativa de culpar as vítimas fazem dela, a meu ver, responsável pelos episódios.


Por que para a democracia brasileira é positivo experimentar uma alternância de poder depois de oito anos de governo Lula?
Querer se pendurar no passado é um erro, não de campanha, mas em relação ao país. Eleição diz respeito ao futuro. Por isso, a questão que se coloca agora aos eleitores é escolher o melhor candidato, aquele que tem mais condições de presidir o Brasil até 2014. Eu ofereço aos brasileiros a minha história de vida e as minhas realizações como político e administrador público. Ofereço as minhas ideias e propostas. Espero que os demais candidatos façam o mesmo, para que os brasileiros possam comparar.


Como o senhor conseguiu governar a cidade e o estado de São Paulo sem nunca ter tido uma única derrota importante nas casas legislativas e sem que se tenha ouvido falar que lançou mão de "mensalões" ou outras formas de coerção sobre vereadores e deputados estaduais?
Em primeiro lugar, é preciso ter princípios firmes, não substituir a ética permanente pela conveniência de momento. É vital ter e manifestar respeito à oposição, ao Judiciário, à imprensa e aos órgãos controladores. Exerci mandatos de deputado e senador durante onze anos. Todos os que conviveram comigo no Congresso sabem que minhas moedas de troca são o trabalho, a defesa de ideias e propostas, o empenho em persuadir os colegas de todos os partidos e regiões. O segredo está em três palavras: ouvir, argumentar, decidir. Há o mito de que emendas de deputado são sempre ruins. Não são. Na maioria das vezes, elas visam a resolver ou aliviar problemas reais que afligem as pessoas de sua região. Portanto, atender os deputados segundo critérios técnicos é atender seus eleitores. Outra coisa fundamentalmente diferente é distribuir verbas ou cargos em troca de votos. Isso eu nunca fiz e nunca farei.


O PT fez?
Fez. Cito como exemplo as agências que criei quando fui ministro da Saúde, a Anvisa e a ANS. Sabendo como eu atuo, nenhum parlamentar, nem mesmo os do meu partido, sequer me procurou em busca de alguma indicação. Eles sabiam que não teriam êxito. E qual é a situação agora? O atual governo loteou totalmente as agências entre partidos, fatiando-as entre grupos de parlamentares e facções de um mesmo partido. A mesma partilha se abateu sobre os Correios e sobre a maioria – se não todos – dos órgãos públicos. O loteamento foi liberado e se generalizou. Essa prática é uma praga que destrói a capacidade de gestão governamental e turbinou como nunca a corrupção. Mais ainda, a justificativa oferecida foi a de que se tratava de "um mal necessário" para garantir a governabilidade. Se eleito, vou acabar com isso à base de um tratamento de choque.


Por que criar um Ministério da Segurança Pública e como ele atuaria exatamente no combate ao crime, que, no atual regime federativo, é uma atribuição estadual?A segurança é um problema em todos os estados. Portanto, é um problema nacional. O governo federal e o presidente, que é o chefe do governo, não podem mais fingir que o problema da segurança está equacionado. Não está. Segurança é um dos três grandes problemas do Brasil. Temos de enfrentá-lo. O Brasil não pode continuar a ter 50 000 homicídios por ano. É um número escandaloso. Apenas o crescimento econômico não arrefece os criminosos. O Nordeste é um exemplo disso. A região experimentou um crescimento expressivo, mas a população sofre com a explosão da criminalidade. Só a Presidência da República reúne as condições para coordenar uma ação nacional da magnitude que o problema exige. Precisamos criar um SUS da segurança. O Ministério da Segurança será o símbolo e a ferramenta dessa prioridade. Com ele, estou dizendo o seguinte: brasileiros, vamos encarar o desafio para valer, vamos resolver essa situação. Esse será meu compromisso como presidente.


Falando em federação, como concertar com os governadores uma reforma tributária em que ninguém se sinta lesado ou pagando a conta?
É menos complicado do que parece, e nem é necessário mexer na Constituição. Para começar, é preciso aprovar uma lei que preveja que os impostos sejam explicitados nos preços das mercadorias. Isso aumentará a consciência das pessoas a respeito da carga tributária. Em São Paulo, fizemos uma lei para criar a Nota Fiscal Paulista, um instrumento de grande sucesso através do qual 30% do imposto estadual sobre o varejo é devolvido aos contribuintes, com crédito direto na conta bancária. Vamos criar a Nota Fiscal Brasileira, para devolver parte dos tributos federais. A reforma que farei vai aliviar a carga tributária incidente sobre os indivíduos, desonerar os investimentos, simplificar a formidavelmente complexa estrutura de tributos atuais. Além disso, restabeleceremos a neutralidade em relação à distribuição de recursos. É uma proposta coerente.


Segundo o folclore, o senhor seria seu próprio ministro da Fazenda, seu ministro do Planejamento, seu presidente do Banco Central e seu ministro da Saúde...
Nossa! É folclore mesmo. Quem trabalha ou trabalhou comigo sabe que não centralizo a administração, que dou grande autonomia às diferentes áreas. Fixo metas, objetivos, acompanho, cobro, mas nunca imponho nada exótico ou irrealista. E mais: tenho grande capacidade de ouvir.


Como seria a política econômica em um eventual governo Serra? Qual é o perfil ideal para o cargo de ministro da Fazenda?
A manutenção da estabilidade é inegociável. Isso significa manter a inflação baixa. Com a combinação dos regimes fiscal, monetário e cambial, caminharíamos sem rupturas para um ambiente macroeconômico cujo resultado inevitável seria a trajetória descendente dos juros. Uma taxa de juros menor é, aliás, condição para atrair mais investimentos privados destinados à infraestrutura, sem ter de dar os subsídios que hoje distorcem o processo. Quanto mais alta a taxa real de juros, maior é a taxa interna de retorno exigida pelos investidores privados em infraestrutura. Para compensar o juro alto, o governo é obrigado a dar subsídios.


E o perfil do seu ministro da Fazenda?
É preciso ganhar a eleição primeiro. Mas sempre cuidei de reunir à minha volta, na administração e no Congresso, pessoas preparadas, prudentes, com reconhecido espírito público. Escolho gente experiente, com senso prático e desapegada de doutrinas – ou que, pelo menos, prefere acertar abandonando suas convicções acadêmicas a errar por fidelidade a elas. No governo federal, será desse mesmo jeito. Precisarei ter comigo auxiliares que entendam que a política econômica é um processo político também. Na política, para fazer com que as coisas aconteçam, você tem de se equilibrar sobre o fio da navalha. É uma eterna balança entre paralisar-se por se aferrar a certas concepções ou abandoná-las de vez e se perder no caminho. Isso fica claro na negociação política. É menos evidente mas tão válido quanto na condução da política econômica.


Dê o exemplo de um economista que preencha os requisitos acima, a quem o senhor admire e com quem ainda não trabalhou.
Olhe lá! Não estou fazendo nenhuma nomeação antecipada. Mas teria muitos exemplos. Um deles? O Arminio Fraga, como perfil. Sabe economia, é pragmático, não doutrinário. Soube navegar em mar revolto e deu enorme contribuição à estabilidade econômica do país ao instituir o regime de metas de inflação.


Por que no Brasil, apesar do enorme destaque atual no cenário da economia mundial, a discussão de política econômica é sempre revestida de ansiedade, como se vivêssemos em um estado permanente de emergência?
O instantâneo da economia brasileira é realmente bastante satisfatório. Não diria o mesmo sobre o filme. Ou seja, se não forem corrigidas a tempo, as distorções atuais podem se desenvolver de maneira desfavorável. Essa é uma questão complexa que, infelizmente, talvez não possa ser tratada da maneira que merece em um clima de campanha, muito menos no escopo de uma entrevista. Mas, a título de fazer refletir, sugiro que se comece por responder a certas questões. A saber, por que razão o Brasil tem a maior taxa real de juros do mundo, a maior carga tributária do mundo em desenvolvimento e é lanterninha nas taxas de investimento governamental do planeta? Por que o suado dinheiro dos contribuintes brasileiros não está sendo bem aplicado em investimentos na infraestrutura econômica e social que garantam o crescimento sustentado da economia? É evidente que há um problema com esse modelo. É essa a discussão que precisa ser feita no Brasil.


O que o senhor faria para consertar esse modelo?
Tenho experiência para equacionar as principais questões, a partir do primeiro dia de trabalho, caso eleito. Não existe uma bala mágica, um golpe que bem aplicado resolva todos os problemas. Isso exige um leque de ações coordenadas e bem planejadas, muitas das quais citei aqui e tenho exposto em fóruns e seminários. Minhas passagens pelo Executivo federal, estadual e municipal me permitem afirmar que, para começar, na saúde, mesmo sem gastar muito mais do que é gasto hoje, seria possível fazer uma revolução com resultados positivos a curto prazo. Na educação, logo no início do governo, trabalharia para atingir a meta de abrir 1 milhão de novas vagas em escolas técnicas de nível médio em todo o país, com cursos de duração variada e vinculados à vocação econômica de cada região e localidade. O Brasil tem pressa e precisa aproveitar o ciclo da economia mundial altamente favorável aos países emergentes. Temos de aproveitar o empuxo desse ciclo e emergir dele com uma economia moderna, exportadora de produtos de alto valor agregado, produzidos aqui por uma mão de obra sadia, preparada e consciente de que para ela o futuro chegou.


FONTE REVISTA VEJA

segunda-feira, 14 de junho de 2010

AATRAMAT E SINDIJUFE-MT DISCUTEM MOVIMENTO DE GREVE DA JUSTIÇA DO TRABALHO


Na tarde do dia 14.06 (segunda-feira) a diretoria da AATRAMAT se reuniu com representantes do Movimento de Greve da Justiça do Trabalho para se inteirar melhor a respeito da reivindicação dos servidores públicos federais no estado e no Brasil, bem como para apresentar problemas que estão sendo enfrentados pelos advogados trabalhistas e sociedade de modo geral que buscam os serviços da Justiça do Trabalho.
O encontro foi na sede do SINDIJUDE-MT e contou com a presença de Pedro Aparecido - presidente do sindicato, Marcelo Lincoln Evangelista - secretário de Promoções e Comunicações e Amer Khalil Okdi - servidor público federal e membro do comando de greve. A presidente da AATRATAMT, Luciana Serafim, participou da reunião, e além dela, também representando a associação, Letícia Sanches - secretaria geral, Lindolfo Macedo - secretario adjunto e Hélcio Correa Gomes – tesoureiro.
Encontro foi solicitado pela associação, e seus representantes, num primeiro momento, receberam informações do presidente do SINDIJUFE-MT sobre a pauta reivindicatória da categoria, com a aprovação do PL 6613/09 e o andamento do projeto em Brasília/DF, para onde todas as atenções estão voltadas neste momento.
Pedro Aparecido pontuou que em Mato Grosso está sendo garantido o funcionamento da Justiça do Trabalho com 30% dos servidores, e ainda os serviços essenciais como a central de mandados e o protocolo.
Foi informado aos representantes da AATRAMAT que o Ministro Peluso está à frente da negociação com o comando de greve, e que os servidores acreditam que nas próximas duas semanas deve ocorrer um desfecho da greve que já dura há 43 dias. “Entendemos que agora somente o fator político poderá resolver a greve”, afirmou o presidente do SINDIJUFE-MT.
Hoje a greve já é tida como abusiva em razão das liminares que foram concedidas pelo STJ, mas os servidores estão pagando a multa de R$ 100 mil/dia estipulada na decisão judicial, e pretendem questionar o decisum na OIT. “Existem estudos que mostram que sem o movimento de greve da categoria iniciado na década de 1990, estaríamos ganhando uma média de R$ 800,00 a mais pelos reajustes do governo”, apontou o Pedro Aparecido.
A presidente da AATRAMAT, Luciana Serafim, após agradecer o SINDIJUFE-MT por receber os representantes dos advogados trabalhistas, apresentou um panorama da greve em Mato Grosso e nos outros estados, ressaltando que em alguns, a exemplo do Rio Grande do Sul e Amazonas, não está sendo respeitado o mínimo de 30% de servidores trabalhando. Disse, também, que este seria um primeiro contato com o comando grevista e que irá levar para a classe dos advogados as informações repassadas, levantando problemas decorrentes da paralisação para que o sindicato possa buscar a respectiva solução.
Pedro Aparecido disse que a AATRAMAT, como representante dos advogados trabalhistas, tem canal livre com o SINDIJUFE-MT e que eles vão procurar dissolver os problemas que forem apresentados. “Além disso, no final da greve, independentemente do seu resultado, nos comprometemos a colocar todo o trabalho em dia” afirmou.
A secretaria geral da AATRAMAT enfatizou que é importante que os servidores trabalhem felizes, mas que também deve ser observado que os advogados dependem financeiramente do funcionamento da Justiça do Trabalho. Ele aproveitou o momento para pedir que o SINDIJUFE-MT verifique o procedimento de juntada das guias de pagamento de acordo nos autos, vez que presenciou vários advogados reclamando a respeito da dificuldade que estão tendo para receber porque o ato não está sendo praticado nas secretarias.
“Os servidores merecem o reajuste, os advogados não tem antipatia a greve, mas ela precisa ser redimensionada. Quando os servidores trabalham infelizes, isso também reflete no nosso trabalho” ponderou Hélcio Correa Gomes, tesoureiro da AATRAMAT.
Aproveitando o ensejo a AATRAMAT discutiu com o SINDIJUFE-MT a respeito do novo horário de funcionamento da Justiça do Trabalho grifando que o que jamais deve ser desprezado é o custo social e a finalidade do órgão judicial. Foi pactuado que um novo encontro será marcado para que as duas entidades possam aprofundar melhor a respeito das questões que envolvem o tema.



domingo, 13 de junho de 2010

A pá de cal do PT - Nunca antes na história deste país ...


Não satisfeitos em se transformarem no PTPSDB agora o partido "dos trabalhadores" acaba de jogar toda sua história no lixo.

Ideologia, ética, ou o que mais o PT poderia dizer ter já não tem mais. Ao se unir aos Sarneys o PT escancara que o que existe na sua política é conveniência e que o resto é apenas discurso. Quem diria que o PT, aquele que tanto cuspia para cima que era o exemplo da moralidade, viesse a ter esse cuspe caindo bem no meio da testa ao OBRIGAR seus "companheiros" do Maranhão a apoiar a Roseana Sarney. Essa é para morrer de rir mesmo.

Balela, tudo balela. Por dinheiro e poder nossos partidos e nossos políticos têm jogado os ideais na lama e mostrado escancaradamente para todos que o que se muda é apenas o nome, mas o "contiudo" é o mesmo.

Mas nunca antes na história deste país um partido se mostrou tão sem vergonha como o PT.

Carlos Drummond de Andrade


Foto: Fabiano Rabaneda - www.fotosdecuiaba.com.br - Belzas de Nobres



Desejo a você…
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Crônica de Rubem Braga
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Uma tarde amena
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel

sábado, 12 de junho de 2010

AATRAMAT consegue mais um benefício para o(a)s advogado(a)s associado(a)s


A AATRAMT (Associação dos Advogados Trabalhistas de Mato Grosso) firma mais um convêni0 para beneficiar os advogados trabalhistas. A loja de Acessórios e Complementos, com endereço na Av. Isaac Póvoas, Cuiabá/MT, irá conceder os seguintes descontos aos advogado(a)s associados:

► Desconto de 15% (quinze por cento) no pagamento em moeda corrente nacional, ou no pagamento em débito (pagamento online- cartão).

► Desconto de 10% (dez por cento) com pagamento representado por cheque (somente mediante a prévia consulta e aprovação), nas compras parceladas em até 3 (três) vezes a serem pagas através de cartão de crédito, de todas as bandeiras.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

"Na Justiça do Trabalho não há venda de sentença"


Entrevista

Enock Cavalcanti. Foto: Mayla Miranda


Sempre apontada como a mais ágil do Brasil, a Justiça do Trabalho ainda precisa de muitos ajustes no entendimento dos advogados que atuam nesta justiça especializada. Insatisfeitos com o novo horário das audiências adotado em Mato Grosso, esses advogados comemoram, no entanto, o fato de que a Justiça do Trabalho não é maculada pelos escândalos que comprometem, atualmente, a Justiça Estadual e a Justiça Eleitoral. Luciana Serafim, advogada há 15 anos, e atual presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas conversou com o CIRCUITO sobre os desafios que a categoria enfrenta para tornar a Justiça do Trabalho cada vez mais célere.

CIRCUITO - A Associação dos Advogados Trabalhistas de Mato Grosso surgiu para confrontar a Seccional da OAB em nosso Estado?
LUCIANA SERAFIM – De modo algum. A Aatramat já havia sido criada, em Mato Grosso, no ano de 1986, por um grupo de advogados do qual faziam parte a Dra. Jocelda Stefanello, o Dr. Mananciel Fonseca, o Dr. Paulo Roriz, entre outros. Só que, depois da criação, a associação, inicialmente, não vingou. Em 2009, todavia, um outro grupo de advogados resolveu reativá-la, tendo como objetivo a defesa dos interesses dos advogados trabalhistas e de toda a sociedade que busca amparo nesta justiça especializada. A nossa intenção, desde o início, sempre foi a de trabalhar em parceria com a OAB, que é uma instituição forte, com a qual buscamos somar esforços para beneficio de todos.

CIRCUITOOs trabalhistas formam a maior parcela dentro da categoria dos advogados?
LUCIANA SERAFIM - Existem, hoje, em Mato Grosso, mais ou menos 13 mil advogados inscritos na OAB. Atuantes, devem ser em torno de 8 mil profissionais. Os advogados trabalhistas, que constituem um grupo muito expressivo, calcula-se que representam 20% destes advogados atuantes. Como a Justiça do Trabalho é a mais célere e com retorno financeiro mais rápido, muitos advogados, em início de carreira, optam por atuar nesta justiça especializada, como também ocorre com os juizados especiais. No entanto, temos grandes escritórios que se dedicam única e exclusivamente às lides trabalhistas, a exemplo do escritório do Dr. Guaraci de Souza, da Dra. Stela Zeferino, do Dr. Valfran dos Anjos.


CIRCUITOAlguns argumentam que todas as lutas dos advogados já são assumidas pela OAB e que a opção da Aatramat seria uma opção política. Existem demandas, na área da Justiça do Trabalho, que não foram enfrentadas pela OAB?
LUCIANA SERAFIM – Até à reativação da Aatramat, Mato Grosso era o único Estado do Brasil que não possuía uma associação de advogados trabalhistas. Sendo que, em todos os outros, a associação atua em parceria com as seccionais, desenvolvendo vários trabalhos em conjunto. Em S. Paulo, por exemplo, a associação funciona mesmo dentro da sede da seccional. Os encontros da Abrat – que é a Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas, também acontecem dentro da sede do Conselho Federal da OAB, em Brasília, recebendo todo o apoio nos eventos que realiza, inclusive para o CONAT, que é o Congresso Nacional dos Advogados Trabalhistas. Isso mostra que não há rivalidade entre as instituições e que as associações auxiliam a OAB quanto à solução das questões específicas do dia-a-dia da categoria trabalhista.

CIRCUITOE quais são essas questões que inquietam os advogados trabalhistas?
LUCIANA SERAFIM – Temos várias questões, muitas das quais, inclusive, nós já demos encaminhamento junto ao Tribunal Regional do Trabalho e à OAB. Começando por coisas básicas, como a necessidade da implantação de mais um computador, com acesso à internet, na sala da OAB, na Justiça do Trabalho; como o pedido para dispensa do uso do paletó e gravata, em razão da alta temperatura que enfrentamos na nossa região e, ainda, pedidos de providência com relação às denúncias que recebemos de que a Ouvidoria do TRT estaria captando clientela para os núcleos de estágio instalados no prédio do Tribunal e mantidos pelas universidades. Já pedimos providências, também, com relação aos atrasos das audiências e à marcação de horários muito próximos, umas das outras, seguindo até mesmo oficio já apresentado pelo Ophir Cavalcanti, presidente da OAB, junto ao Tribunal Superior do Trabalho. Estamos pleiteando, também, ajustamento de horário de funcionamento da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, no mesmo horário estipulado para o funcionamento da Justiça do Trabalho.

CIRCUITOEm todo Mato Grosso, as audiências da Justiça do Trabalho, que aconteciam à tarde, foram transferidas para o período da manhã. Essa foi uma proposta da Aatramat?
LUCIANA SERAFIM – Ao contrário, a Aatramat foi e é radicalmente contra este horário. Tanto que, quando houve a proposta, por parte da nova direção do TRT, comandada pelo desembargador Osmair Couto, fizemos uma consulta aos advogados e considerando que a grande maioria optou pela manutenção do horário antigo, apresentamos requerimento, que foi apreciado pelo Pleno, demonstrando a inviabilidade desta alteração e que outras questões deveriam ser analisadas e não apenas a economia de energia elétrica, haja vista que a finalidade do Judiciário é a prestação jurisdicional, de forma que melhor atenda aos seus jurisdicionado. Infelizmente, o Pleno decidiu, por 4 votos a 3, pela alteração do horário para que a Justiça funcione das 8 às 14 h30. Defendíamos o horário da tarde porque os advogados teriam o período da manhã para atenderem a seus clientes e a parte da tarde para comparecerem ao Fórum trabalhista. Na forma como se fixou, devido aos atrasos de audiências, os advogados acabam ficando sem horário para atender a clientela e, muitas vezes, até sem almoço. Outro ponto, que é importante, é que estamos observando uma grande dificuldade, para partes e testemunhas, de cumprirem os horários estabelecidos para as audiências, nos primeiros horários, devido às dificuldades de deslocamento numa cidade de trânsito complicado como é hoje Cuiabá. Muitos processos, com horário de audiência marcado para 8 da manhã, têm sido arquivados, por ausência do reclamante. O deslocamento de advogados e partes do interior do Estado para a capital também se complicou.

CIRCUITONo ano de 2008, aconteceu um pequeno levante de advogados da Justiça do Trabalho que foram à OAB queixar-se de maus tratos durante audiências presididas pelo juiz Herbert Esteves. Como terminou este caso? Acabaram-se as cenas de humilhação dos advogados dentro da Justiça do Trabalho?
LUCIANA SERAFIM – A conduta do Dr. Herbert para com os advogados melhorou muito. Tanto que não temos mais recebido reclamações quanto ao relacionamento dele com os patronos das partes. Mesmo assim, acontecem, ainda, alguns casos pontuais com outros magistrados que, por um lapso temporal, se esquecem de que não existe hierarquia entre magistrados e advogados e se acham no direito de chamar a atenção aos advogados, durante as audiências. O ponto principal, todavia, de rusga é quando o magistrado se nega a lançar em ata os fatos efetivamente ocorridos na audiência. Isto tem dado início à maioria dos conflitos. A Aatramat, recebendo reclamações a respeito destes casos, toma sempre todas as providências no sentido de resguardar as prerrogativas dos advogados.

CIRCUITOO Judiciário de Mato Grosso está sendo sacudido, atualmente, por uma crise de grande extensão. Essa crise chega também até a Justiça do Trabalho?
LUCIANA SERAFIM – Felizmente, não. Na Justiça do Trabalho não existe corrupção nem venda de sentença. Você pode ter até um juiz que julga mal, que alguns entendem que é despreparado ou que tende a julgar a favor do empregado ou do empregador. Mesmo assim, as partes possuem a liberdade de recorrer e de modificar as decisões que julgarem equivocadas. Só que jamais terão que se sujeitar a uma decisão revoltante porque o outro lado da lide desembolsou numerário em prol do magistrado ou do servidor. Essa vergonha nós não carregamos, muito embora estejamos todos muito tristes com as mazelas que estão sendo expostas no Judiciário Estadual, mas também esperançosos de que estejamos no início de uma nova era.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O espeto é de pau?

Por Eduardo Mahon*
A Ordem dos Advogados do Brasil fez bem em cobrar o afastamento dos julgadores supostamente envolvidos em um esquema ilícito de venda de sentença. E o fez depois que vários movimentos sociais, incluindo grupos de advogados, também o fizeram. Não importando a agilidade nas respostas da OAB/MT à sociedade, o que importa é que a Diretoria da Ordem, de fato, comprometeu-se com uma opinião mais enfática do que simplesmente “acompanhar” e pedir “celeridade” nas investigações. Diante das evidências, cedeu à lógica – tomar posição. Enfim! O que é causa de perplexidade é que a Ordem dos Advogados toma a liberdade de pedir a um dos poderes republicanos o afastamento de membros (todos estáveis no exercício do cargo) e não faz o mesmo com a própria classe, desatendendo a lição básica da coerência: os advogados que intermediavam as sentenças, os pequenos e grandes blefadores, garganteando “rasgar” decisões se o pagamento não fosse concretizado – estes continuam exercendo a profissão por omissão da OAB/MT enquanto a entidade reclama pelo afastamento dos juízes. É certo que os advogados conhecem os julgadores. Alguns são amigos. Alguns são aparentados. A relação é licita. É saudável. O juiz tem o direito de ter amigos. Dentre os quais, está o advogado. O profissional pode mesmo fazer uma suposição mais ou menos segura de como vota tal e qual magistrado, com base em sua experiência. Sabe que o julgador aplicar ou não um indexador, pede informações, nega liminares, conta o prazo de forma diferenciada, concede ou não tutela antecipada, enfim, uma enorme gama de entendimentos jurídicos que podem evidentemente sofrer mediana antecipação. É lícito torcer por este ou por aquele julgador, cruzar os dedos para que o recurso seja distribuído para o desembargador mais arejado ou conservador, dependendo do interesse da parte; um mais receptivo, outro menos cordial, dependendo da situação. Enfim, esse é o quotidiano do profissional do Direito: advogado, defensor, promotor, procurador. Essa “torcida” não pode ultrapassar o terreno da expectativa para ceder espaço à manipulação, como o investigado no Poder Judiciário. Noutras palavras, o bom advogado aproveita todas as brechas, mas não as cria. Coisa bastante diversa é “vender” outra pessoa. Este juiz, aquele desembargador cobrou tanto e quanto para proferir este ou aquela decisão. Fazendo o lobby muitas vezes sem o conhecimento do juiz, o advogado faz de sua profissão um mercado persa, negociando vantagens que não pode cumprir. Não raras vezes, escutamos boatos dos próprios clientes (na maioria, inseguros) de dão conta de que este ou aquele advogado tem mais “contato” com os julgadores, seja pela amizade, seja pelo parentesco, seja pela promessa de êxito que se arriscam a fazer. Quantas vezes o “melhor” foi trocado pelo “mais conveniente” num determinado caso? Deveras, não há como competir com o lobista. Os empresários constrangidos, os pais desesperados, os clientes coagidos, não têm maiores opções que não ceder aos impulsos, na maioria das vezes. Acordos sobre a soltura de presos, sobre o ganho de causa, recuperação de terras, indenizações milionárias são ouvidos a boca pequena. Até então, não passam de boatos. Triste pra quem faz, mas são boatos. Todavia, quando são apanhados em interceptações judicialmente consentidas “vendendo” vantagens, é certo que profissionais avançaram muito além do terreno do ético para enveredar pelos desvãos do crime, seja estelionato (quando o julgador é vendido sem saber), seja corrupção ativa, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro (quanto há realmente esquema de corretagem judicial). De uma forma ou de outra, um avanço no semáforo ético causa escândalo. Causa descredenciamento profissional de milhares de colegas advogados que não gastam a sola do sapato nos corredores dos tribunais e nem esquentam as cadeiras dos gabinetes. Em nome destes e da coerência, requeremos o mesmo tratamento que a OAB/MT dispensa à magistratura ao requerer suspensão e afastamento. Porque do contrário, em casa de ferreiro o espeto é de pau.
* EDUARDO MAHON é advogado

segunda-feira, 7 de junho de 2010

TSE oficializa a compra de votos


Mais uma vez o TSE multa o presidente Lula pela prática de propaganda eleitoral antecipada em favor da pré-candidatura da então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff à presidência da República. Agora o montante subiu de R$ 5.000,00 para R$ 7.500,00. UMA VERGONHA!!! Essa é a oficialização da compra de voto mais barata que já se viu na história deste país! Imaginem quantos votos foram captados com essa mísera quantia? Foram tantos que a pesquisa de intenção de votos para presidente está demonstrando crescimento significativo da candidata do Lula. De multinha em multinha o TSE fará da Dilma a próxima presidente, e com custo quase zero.
Esse tipo de conduta do órgão julgador não pode ser aceita pela sociedade. Ou se pude efetivamente ou não se pune. Mas não devemos permitir que o TSE brinque de punir!
Lula tem feito promoção pessoal de por todos os locais por onde passa. Desde inauguração de prédios na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Teófilo Otoni (MG) até evento na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP).De um lado o atual presidente brada que fará a sua sucessora “para dar continuidade ao que nós estamos fazendo, porque este país não pode retroceder. Este país não pode voltar para trás como se fosse um caranguejo”. Do outro o TSE grita: amém!!! E que se jogue no lixo o artigo 37 da Carta Magna.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

IMAGEM DE SANTO IVO - PADROEIRO DOS ADVOGADOS - PINTURA BARROCA

* O BARROCO AO ALCANCE DE TODOS!*
IMAGEM DE SANTO IVO - PADROEIRO DOS ADVOGADOS - EM PINTURA BARROCA -tamanhos de 15 a 30 cm.ORATÓRIOS DE MADEIRA EM PINTURA BARROCA.( acompanha a biografia e a oração)VENDAS POR ENCOMENDA.TELEFONES: (65)- 9981- 9319 OU (65) - 8403- 1210 - CUIABÁe-mail : katiatserafim@gmail.com

terça-feira, 1 de junho de 2010

Para quando te mandarem "relaxar e gozar"


Em 15 de junho entra em vigor a NOVA REGULAMENTAÇÃO DOS DIREITOS DOS PASSAGEIROS do transporte aéreo. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)

ATRASO
Como era
Reacomodação
- Empresa podia esperar até 4 horas para providenciar reacomodação, em voo próprio ou de terceiro
- Empresa não era obrigada a dar prioridade para passageiro a ser reacomodado
Reembolso
- Não havia previsão de reembolso integral
- Solicitação somente após 4 horas
- Devolução do valor em até 30 dias independente da forma de pagamento
Como ficou
Reacomodação
- Possível antes das 4 horas, desde que haja outro voo da mesma empresa para o mesmo destino
- Prioridade para reacomodar passageiro preterido em relação aos que ainda não adquiriram passagem
Reembolso
- Integral, se o passageiro desistir da viagem, além do retorno ao aeroporto de origem, no caso de atraso no aeroporto da escala ou conexão
- Solicitação após 4 horas. Mas caso haja estimativa de que o voo irá atrasar mais de 4 horas, a solicitação pode ser feita imediatamente
- Devolução imediata do valor, respeitado o prazo e o meio de pagamento


CANCELAMENTO/INTERRUPÇÃO
Como era
Reacomodação
- Empresa podia esperar até 4 horas para providenciar reacomodação, em voo próprio ou de terceiro
- Não havia previsão na regulamentação do uso de outra modalidade de transporte para o término da viagem
- Empresa não era obrigada a dar prioridade para o passageiro a ser reacomodado
Reembolso
- Não havia previsão de reembolso integral
- Solicitação somente após 4 horas
- Devolução do valor em até 30 dias, independente da forma de pagamento
Como ficou
Reacomodação
- Providenciar imediatamente a reacomodação no próximo voo disponível, próprio ou de terceiro
- Por opção do passageiro, pode ser usada outra modalidade de transporte em caso de interrupção de voo
- Prioridade para reacomodar passageiro do voo cancelado ou interrompido, em relação aos que ainda não adquiriram passagem para o voo
Reembolso
- Integral, se o passageiro desistir da viagem, além de retorno ao aeroporto de origem, no caso de interrupção da viagem
- Solicitação imediata
- Devolução imediata do valor, respeitado o
prazo e o meio de pagamento

PRETERIÇÃO (IMPEDIMENTO POR TROCA DE AERONAVE OU OVERBOOKING)
Como era
Reacomodação
- Empresa podia esperar até 4 horas para providenciar reacomodação, em voo próprio ou de terceiro
- Não havia previsão na regulamentação do uso de outra modalidade de transporte para o término da viagem
- Empresa não era obrigada a dar prioridade para passageiro a ser reacomodado
Reembolso
- Não havia previsão de reembolso integral
- Solicitação somente após 4 horas
- Devolução do valor em até 30 dias, independente da forma de pagamento
- Não havia incentivo para a empresa oferecer compensações para o passageiro preterido
Como ficou
Reacomodação
- Providenciar imediatamente a reacomodação no próximo voo disponível, próprio ou de terceiro
- Por opção do passageiro, pode ser usada outra modalidade de transporte
- Prioridade para reacomodar passageiro preterido, em relação aos que ainda não adquiriram passagem para o voo
Reembolso
- Integral, se o passageiro desistir da viagem, além de retorno aoaeroporto de origem, no caso de interrupção da viagem
- Solicitação imediata
- Devolução imediata do valor, respeitado o prazo e o meio de pagamento
- Empresa deve buscar oferecer compensações satisfatórias. Caso o passageiro preterido fique satisfeito com as compensações oferecidas, a empresa não será multada por preterição

REACOMODAÇÃO EM VOO DE TERCEIRO
Como era
- Dependia de convênio de endosso entre as empresas aéreas
Como ficou
- Independente de convênio de endosso. Companhia é obrigada a transportar o passageiro, ainda que por voo de terceiros


INFORMAÇÃO AO PASSAGEIRO
Como era
- Não disciplinava o direito à informação
Como ficou
- Garantia de pleno direito à informação clara e ostensiva acerca do serviço contratado e suas eventuais alterações
- Obriga a companhia a informar o passageiro sobre o atraso, o motivo e a previsão do horário de partida do voo
- Obriga a companhia a fornecer informações por escrito, sempre que solicitado pelo passageiro
- Obriga a companhia a distribuir panfletos informativos dos direitos assegurados na regulamentação


ASSISTÊNCIA MATERIAL
Como era

- Após 4 horas, facilidade de comunicação, alimentação e hospedagem
- Não havia previsão de assistência para passageiro já embarcado
Como ficou
- 1 hora: facilidade de comunicação, tais como ligação telefônica, acesso à internet ou outros
- 2 horas: alimentação adequada
- Após 4 horas: acomodação em local adequado e, quando necessário, serviço de hospedagem
- Assistência inclusive se já estiver a bordo de aeronave em solo e sem acesso ao terminal


Fonte: Anac

Há coisas mais importantes para nos preocupar


Vários canais de divulgação de notícias ocupam espaço para propalar a opção sexual de famosos ou ficar cogitando suas vertentes. Bastou o jogador Richarlyson ir se divertir em uma boate GLS, em São Paulo, para o fato se tornar público e alvo de matérias debochadas e comentários preconceituosos.
Qual o problema de uma pessoa freqüentar uma boate gay, acompanhado de amigos, se divertir, tomar whisky? Mas por ser um jogador de futebol famoso, até mesmo a cor da roupa que usava virou motivo de destaque.
Bastou o jovem cantor Luan Santana alcançar sucesso estrondoso (fruto de seu árduo trabalho), para começarem a questionar sua sexualidade, sendo que alguns meios de comunicação anunciam que ele estaria se relacionando com outro homem. Não sei se isso é verdade, mas se for, qual o problema? E principalmente: o que temos com isso?
O que deveria causar esse 'verdadeiro reboliço' é a discussão pela falta de educação da população, corrupção eleitoral, compra de voto em troca do bolsa família (ops; da cesta básica); serviço de saúde pública precário, venda de sentenças, trabalho infantil, ...
Quanto à vida pessoal do Richarlyson, Luan Santana, Rick Martin, Romário, Luana Piovani, Debora Seco, Luma de Oliveira, Latino, dentre tantas outras celebridades, é problema deles!
Da nossa parte creio que temos coisas muito mais importantes e graves para nos preocupar.