segunda-feira, 14 de junho de 2010

AATRAMAT E SINDIJUFE-MT DISCUTEM MOVIMENTO DE GREVE DA JUSTIÇA DO TRABALHO


Na tarde do dia 14.06 (segunda-feira) a diretoria da AATRAMAT se reuniu com representantes do Movimento de Greve da Justiça do Trabalho para se inteirar melhor a respeito da reivindicação dos servidores públicos federais no estado e no Brasil, bem como para apresentar problemas que estão sendo enfrentados pelos advogados trabalhistas e sociedade de modo geral que buscam os serviços da Justiça do Trabalho.
O encontro foi na sede do SINDIJUDE-MT e contou com a presença de Pedro Aparecido - presidente do sindicato, Marcelo Lincoln Evangelista - secretário de Promoções e Comunicações e Amer Khalil Okdi - servidor público federal e membro do comando de greve. A presidente da AATRATAMT, Luciana Serafim, participou da reunião, e além dela, também representando a associação, Letícia Sanches - secretaria geral, Lindolfo Macedo - secretario adjunto e Hélcio Correa Gomes – tesoureiro.
Encontro foi solicitado pela associação, e seus representantes, num primeiro momento, receberam informações do presidente do SINDIJUFE-MT sobre a pauta reivindicatória da categoria, com a aprovação do PL 6613/09 e o andamento do projeto em Brasília/DF, para onde todas as atenções estão voltadas neste momento.
Pedro Aparecido pontuou que em Mato Grosso está sendo garantido o funcionamento da Justiça do Trabalho com 30% dos servidores, e ainda os serviços essenciais como a central de mandados e o protocolo.
Foi informado aos representantes da AATRAMAT que o Ministro Peluso está à frente da negociação com o comando de greve, e que os servidores acreditam que nas próximas duas semanas deve ocorrer um desfecho da greve que já dura há 43 dias. “Entendemos que agora somente o fator político poderá resolver a greve”, afirmou o presidente do SINDIJUFE-MT.
Hoje a greve já é tida como abusiva em razão das liminares que foram concedidas pelo STJ, mas os servidores estão pagando a multa de R$ 100 mil/dia estipulada na decisão judicial, e pretendem questionar o decisum na OIT. “Existem estudos que mostram que sem o movimento de greve da categoria iniciado na década de 1990, estaríamos ganhando uma média de R$ 800,00 a mais pelos reajustes do governo”, apontou o Pedro Aparecido.
A presidente da AATRAMAT, Luciana Serafim, após agradecer o SINDIJUFE-MT por receber os representantes dos advogados trabalhistas, apresentou um panorama da greve em Mato Grosso e nos outros estados, ressaltando que em alguns, a exemplo do Rio Grande do Sul e Amazonas, não está sendo respeitado o mínimo de 30% de servidores trabalhando. Disse, também, que este seria um primeiro contato com o comando grevista e que irá levar para a classe dos advogados as informações repassadas, levantando problemas decorrentes da paralisação para que o sindicato possa buscar a respectiva solução.
Pedro Aparecido disse que a AATRAMAT, como representante dos advogados trabalhistas, tem canal livre com o SINDIJUFE-MT e que eles vão procurar dissolver os problemas que forem apresentados. “Além disso, no final da greve, independentemente do seu resultado, nos comprometemos a colocar todo o trabalho em dia” afirmou.
A secretaria geral da AATRAMAT enfatizou que é importante que os servidores trabalhem felizes, mas que também deve ser observado que os advogados dependem financeiramente do funcionamento da Justiça do Trabalho. Ele aproveitou o momento para pedir que o SINDIJUFE-MT verifique o procedimento de juntada das guias de pagamento de acordo nos autos, vez que presenciou vários advogados reclamando a respeito da dificuldade que estão tendo para receber porque o ato não está sendo praticado nas secretarias.
“Os servidores merecem o reajuste, os advogados não tem antipatia a greve, mas ela precisa ser redimensionada. Quando os servidores trabalham infelizes, isso também reflete no nosso trabalho” ponderou Hélcio Correa Gomes, tesoureiro da AATRAMAT.
Aproveitando o ensejo a AATRAMAT discutiu com o SINDIJUFE-MT a respeito do novo horário de funcionamento da Justiça do Trabalho grifando que o que jamais deve ser desprezado é o custo social e a finalidade do órgão judicial. Foi pactuado que um novo encontro será marcado para que as duas entidades possam aprofundar melhor a respeito das questões que envolvem o tema.



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