quarta-feira, 30 de junho de 2010

O simples encerramento da greve não colocará fim a questão, sendo que os problemas para os advogados podem até mesmo se agravar


Não somos contra os pleitos dos servidores, ao contrário. Entendemos que os servidores devem lutar sim por um direito que lhes é garantido constitucionalmente. Não devemos aceitar que o TJMT coloque sua obrigação nas mãos dos advogados e da OAB. Compete a ele resolver esse problema, e arcar com suas obrigações. Não podemos aceitar que os servidores paguem uma conta que não é deles e que os advogados, como usuários principais dos serviços jurisdicionais, sejam penalizados com uma prestação de serviço por profissionais insatisfeitos e sem qualidade.
O simples encerramento da greve não colocará fim a questão, sendo que os problemas para os advogados podem até mesmo se agravar. A cobrança da OAB deve recair sobre o TJMT, que já tem nos envergonhado em demasia; tem se negado a prestar informações efetivas sobre a problemática; e sequer esclareceu para a sociedade as interrogações existentes sobre o Funajuris, por exemplo.
Não temos servidores suficientes, os que existem não recebem a qualificação necessária pelo TJMT. Os atuais servidores estaduais do Judiciário recebem salários baixos, e em contrapartida vemos os desmandos do dinheiro rolando na conta de muitos magistrados e desembargadores.
É importante que a OABMT convoque uma Assembléia Geral, onde todos tenham direito a voz e não somente os condutores dos trabalhos. Para este encontro deverão comparecer advogados, servidores, magistrados, desembargadores, defensoria pública, ministério público, e todas as demais ramificações da sociedade que tenham interesse efetivo na solução deste caos. Mas nada de encenação, de “puxa-saquismo” ou de demagogia. Devemos ir verdadeiramente com vontade de resolver o problema. Não nos adianta mais querer “tapar o sol com a peneira”.
As decisões devem ser tomadas com base na democracia, que é a nossa lei maior. O tempo da ditadura felizmente passou.
Se os advogados querem um Judiciário passado a limpo devem colaborar para que isso ocorra, e a OAB tem o dever de agir. Transparência Já!

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