sexta-feira, 19 de março de 2010

Casa de ferreiro espeto de pau


A OAB-MT anda "às moscas". Quem comparecer na secretaria da Ordem vai se deparar com pouquíssimos funcionários, e talvez seja essa a razão pela qual as ligações telefônicas não são atendidas ou o são depois de muito, muito tempo. Essa é a nova realidade da entidade, apesar do aumento da anuidade e do número de advogados, tendo como conseqüência o aumento da sua receita.
O número reduzido de funcionários deve-se ao fato de que a OAB-MT está demitindo quase que a totalidade de seus empregados, para poder contratar outros com salário mais baixo, ou melhor, por um salário mínimo. O pior de tudo é que, aqueles funcionários que não foram demitidos estão sendo “forçados” a pedir demissão. Segundo informações passadas a este blog, o que os empregados que ainda lá permanecem mais estão escutando é a famosa frase “quem não estiver satisfeito que peça demissão”. E esse “terror psicológico” tem sido diário, o que já resultando em problemas de saúde para alguns.
“O clima está péssimo, muito pesado, temos trabalhado tensos, com medo de tudo e de todos”. Esse é o ambiente de trabalho que se instaurou na OAB-MT, segundo fonte deste blog. Os funcionários são tratados “como um nada” e não lhes é permitido sequer falar com os membros da diretoria. Foi contratado um novo "gerente" a quem foi delegado todo esse encargo, muito embora ele não conheça nada de OAB e de suas atividades. Aqueles que estão sendo espezinhados devem ainda ensinar tudo ao novo "xerife", como é chamado por alguns.
Querendo reduzir suas despesas, mesmo a custo de uma luta histórica – e como já destacado por este blog em matéria anterior, a OAB-MT reduziu seu horário de funcionamento para seis horas.
Não satisfeita, retirou direitos já incorporados ao patrimônio dos empregados, ante sua habitualidade, como auxilio alimentação e plano de saúde. Esses, na sua integralidade, sempre foram concedidos aos empregados da OAB-MT de forma gratuita. Hoje, além de não terem mais o auxilio alimentação, ainda devem pagar 40% do plano de saúde.
Diante de todo esse contexto, a maioria dos empregados contratados na atual gestão, para desempenhar a função dos que foram demitidos, por um salário mínimo já pediram demissão, o que demonstra que o rodízio será grande. Com isso perde os advogados, estagiários, e todos aqueles que buscarem na OAB-MT um serviço eficiente e de qualidade.
É lamentável que isso esteja ocorrendo na OAB-MT, a qual é composta por pessoas conhecedoras da lei e que buscam no dia-a-dia sua aplicação.

3 comentários:

  1. E ainda tem gente da OAB dizendo que a Ordalina foi demitida porque ela te passava informação da OAB. Isso é verdade? Mesmo que seja acho muito ridículo esse argumento. Porque será que "eles" tem tanto medo de você Luciana? O que ela poderia te falar de tão comprometedor? Aguardo sua manifestação.

    Ana Maria - advogada

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  2. Ana Maria, fiquei sabendo dessa ESTÓRIA. Vários advogados me ligaram falando que lhes tinha sido dito isso como justificativa para a demissão da Ordalina. Quero registrar que gosto muito da Ordalina e ela era uma excelente funcionária, tanto que os advogados lamentaram muito o que ocorreu. Entretanto, praticamente não tinha contatdo com ela, vez que advogo na Justiça do Trabalho, e raramente vou ao Forum, onde ela estava lotada. Além disso, tenho contato com muitos funcionários da OAB-MT - gosto deles e os admiro pela dedicação que sempre tiveram com a instituição. Não sei quais seriam essas "informações" que a Ordalina poderia me passar, e nem o que teria de "tão comprometedor" para causar esse pânico.
    Luciana Serafim

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  3. No caso cabe uma Ação Civil Pública por parte do Ministério Público do Trabalho da 23ª Região, contra estas atitudes. MPT vamos agir.

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